Custo de Vida

Salário Mínimo Chega aos 920 € em 2026 e Alarga a Diferença Face ao Rendimento Remoto

O salário mínimo em Portugal subiu para 920 € em 2026, mas a diferença face aos 3680 € de rendimento que os trabalhadores remotos estrangeiros precisam para um visto D8 continua a crescer.

6 min de leituraAtualizado agosto de 2026

Números-chave — em 2026-08-11: O salário mínimo nacional subiu para 920 €/mês brutos (818,80 € líquidos) a 1 de janeiro de 2026, face aos 870 € — um aumento de 5,7% fixado pelo Decreto-Lei 139/2025 — com um roteiro do governo a apontar para 1020 € até 2028 — enquanto o limiar de rendimento do Visto de Nómada Digital D8, fixado em 4× o salário mínimo, subiu para 3680 €/mês, o que significa que a diferença em euros entre os dois valores alargou de 2610 € para 2760 € por mês em termos homólogos.

Uma Subida de 50 € Que os Trabalhadores Locais Mal Vão Sentir

O salário mínimo em Portugal subiu para 920 € por mês a 1 de janeiro de 2026, um salto de 50 € face aos 870 € de 2025. O salário mínimo nacional em Portugal é de 920 € por mês desde 1 de janeiro de 2026, estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 139/2025, representando um aumento de 50 € face aos 870 € de 2025, uma subida de aproximadamente 5,7%. Uma vez que os salários portugueses são pagos em 14 prestações e não em 12, esse valor de destaque traduz-se num rendimento mínimo anual de 12 880 € depois de contados os subsídios de Natal e de férias. A legislação laboral portuguesa dá a todos os trabalhadores o direito a receber não 12 mas 14 pagamentos mensais de salário por ano: os 12 meses regulares de vencimento, mais um subsídio de Natal e um subsídio de férias.

O salário líquido, após a dedução normal para a Segurança Social, fica em 818,80 € por mês. A Retribuição Mínima Mensal Garantida situa-se em 920 € brutos no continente em 2026, o que se traduz em 818,80 € líquidos após a dedução de 11% para a Segurança Social. Comparado com o salário líquido do ano passado, são cerca de 44,50 € a mais no bolso por mês. Portugal aumenta o salário mínimo legal para 920 € a 1 de janeiro de 2026, o que significa que os trabalhadores embolsam mais 44,50 € por mês. Para quem arrenda em Lisboa ou no Porto, onde um T1 facilmente engole metade de um salário mínimo, esse aumento desaparece depressa.

Porque É Que o Limiar do Nómada Digital Se Move em Sintonia — E Se Afasta Ainda Mais

Eis a parte que importa para os estrangeiros que ponderam mudar-se para Portugal com salário local em vez de rendimento remoto: a fasquia financeira do Visto de Nómada Digital D8 está legalmente indexada ao salário mínimo, em quatro vezes o seu valor. O salário mínimo de Portugal aumentou para 920,00 €, o que elevou o requisito de rendimento mínimo do Visto de Trabalho Remoto de Portugal para 3680 € por mês. Esse é o limiar que a AIMA e os consulados aplicam agora aos requerentes de fora da UE que provam auferir o suficiente a partir do estrangeiro para se qualificarem. Com o salário mínimo a subir para 920 € por mês em 2026, o limiar de rendimento para o visto D8 é de 3680 € por mês, ou aproximadamente 44 160 € por ano. Os requerentes que trazem cônjuge ou filhos enfrentam um acréscimo adicional — cerca de mais 50% por um cônjuge e 30% por cada filho. Em 2026, isto corresponde a 3680 € por mês para o requerente principal, com um acréscimo de 50% por um cônjuge e de 30% por cada filho dependente.

Como o multiplicador está fixado em 4×, o rácio entre os dois valores nunca muda — mas a diferença em euros muda, e está a crescer sempre que o salário mínimo sobe. Em 2025, um trabalhador com salário mínimo auferia 870 € enquanto o limiar do D8 se situava em cerca de 3480 €, uma diferença de 2610 €. Este ano, a diferença entre o que um trabalhador português com salário mínimo leva para casa e o que um trabalhador remoto estrangeiro tem de provar para viver aqui legalmente alargou para 2760 € por mês — um aumento de 150 € no espaço de um único ajustamento salarial. Multiplicado ao longo de um ano, são mais 1800 € a separar as duas realidades de rendimento antes de qualquer um dos grupos ter pago um cêntimo de renda.

Dois Portugais Muito Diferentes, Lado a Lado

Os dados mais recentes do INE mostram um ganho mensal médio bruto de 1741 €, com Lisboa a liderar as médias mais elevadas, em cerca de 2215 € brutos por mês. Face a isso, o limiar de 3680 € do D8 é mais do dobro do salário médio nacional e, ainda assim, confortavelmente inferior ao que muitos profissionais remotos auferem de clientes dos EUA, do Reino Unido ou do norte da Europa — o que é precisamente a razão pela qual Portugal os continua a atrair. Um programador contratado que fatura em dólares ou libras ultrapassa a fasquia do D8 com margem de sobra e ainda encontra rendas, restaurantes e cuidados de saúde em Lisboa muito mais baratos do que em Londres ou Amesterdão. Uma pessoa que faz limpezas, um empregado de mesa ou um assistente de loja no novo piso de 920 € absorve os mesmos aumentos de renda e faturas de supermercado com mais 44,50 € por mês do que no ano passado.

"Uma subida de 50 € no salário mínimo mal move a agulha para os trabalhadores locais, ao passo que a fasquia de rendimento para os que auferem remotamente do estrangeiro continua a subir ao mesmo ritmo — e a diferença em euros entre os dois continua a alargar", nota a Redação da GrowIN Portugal.

O Que Vigiar a Seguir

O roteiro do governo aponta para novos aumentos anuais de 50 € até 2028, quando o salário mínimo deverá chegar aos 1020 €. Este aumento faz parte de um roteiro governamental de mais longo prazo para elevar gradualmente o salário mínimo para 1020 € até 2028. Cada subida empurrará também automaticamente o limiar do D8 para cima, pelo que quem planeia um pedido de visto de nómada em 2027 ou 2028 deve orçamentar para um requisito de rendimento maior, e não para o mesmo. Os estrangeiros já com salário processado em Portugal, entretanto, devem verificar se as convenções coletivas de trabalho do seu setor fixam um piso acima do mínimo legal, e reveja o centro de vistos antes de assumir que os valores de rendimento do ano passado ainda se aplicam. A AIMA aplica o limiar em vigor na data da sua marcação, e não na data em que reuniu os documentos pela primeira vez — um pormenor que vale a pena confirmar diretamente com o seu consulado ou com a AIMA antes de submeter.

Fontes

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