Imigração

AIMA Passa a Atribuir Números de Segurança Social de Imediato, em Tempo Real

Os sistemas da AIMA e da Segurança Social passam a estar ligados em tempo real, atribuindo aos imigrantes um NISS instantâneo durante os agendamentos de residência, em vez de deslocações separadas.

5 min de leituraAtualizado agosto de 2026

Dados-chave — a 2026-08-01: o NISS passa a ser atribuído em tempo real durante os agendamentos na AIMA — sem necessidade de uma deslocação separada à Segurança Social — medida que entrou em vigor no final de julho de 2026; 250 000 pessoas dirigiram-se aos balcões da Segurança Social em 2025 apenas para pedir e depois levantar um NISS; a solução assenta numa nova ligação direta de dados entre os sistemas informáticos da AIMA e da Segurança Social, parte de um programa de transformação digital em curso desde 2025.

O Estrangulamento que Finalmente Ficou Resolvido

Os estrangeiros que regularizam a sua situação em Portugal passaram anos a andar de agência em agência à procura de dois números — um NIF nas Finanças e um NISS na Segurança Social — antes de a AIMA fazer avançar o seu processo. Essa segunda deslocação deixou de existir. A partir de julho de 2026, a atribuição do Número de Identificação da Segurança Social (NISS) torna-se automática para os imigrantes que se dirigem à AIMA para regularizar a sua situação migratória, segundo o Público, e a alteração já está a funcionar nos pontos de atendimento da AIMA.

A mecânica é simples, mas há muito devida. O presidente do Instituto de Informática da Segurança Social, Luís Farrajota, explicou que, atualmente, quando um imigrante se dirige à AIMA para regularizar, a AIMA diz-lhe que precisa do NISS e do NIF e envia as pessoas a bater à porta de vários organismos — mas os dois serviços criaram uma ligação direta para que a AIMA possa introduzir a identificação da pessoa e a Segurança Social atribuir o NISS em tempo real, sem que a pessoa tenha de se deslocar à Segurança Social.

Porque É que 250 000 Pessoas Importavam

Não se tratava de um incómodo marginal. Só em 2025, 250 000 pessoas dirigiram-se aos balcões da Segurança Social para pedir o NISS e depois tiveram de regressar para o levantar, sobrecarregando os serviços. É um congestionamento estrutural que afeta não só os recém-chegados, mas todos os residentes portugueses que precisavam de uma marcação ao balcão para algo completamente diferente.

A leitura da GrowIN sobre os números: se cada uma das pessoas desse grupo de 250 000 fez as duas deslocações separadas que o sistema antigo exigia, isso representa cerca de meio milhão de idas presenciais aos balcões por ano presas a uma única transferência administrativa — agendamentos que agora, simplesmente, deixam de ser necessários. Poupar apenas uma deslocação por requerente liberta uma capacidade enorme nos balcões da Segurança Social para tudo o resto que as pessoas precisam desse serviço: consultas sobre pensões, pedidos de subsídio de doença, litígios sobre contribuições.

Parte de um Impulso Digital Mais Amplo

A solução do NISS insere-se num esforço de modernização mais alargado. A ideia é afastar as pessoas do atendimento presencial e permitir que resolvam os seus principais problemas através de canais digitais ou por telefone — é esse o objetivo do programa de "transformação digital" em curso desde 2025. Uma peça relacionada surgiu em paralelo: desde o início do mês, a marcação de agendamentos para atendimento presencial, telefónico ou por videochamada passou a estar disponível através do WhatsApp. As entidades oficiais sinalizaram que esse canal virá a tratar de mais do que agendamentos — incluindo a troca de documentos com a Segurança Social, mediante autorização do cidadão.

O que Isto Significa na Prática

Para quem está a converter um D7, D8 ou Startup Visa numa autorização de residência, ou a renovar uma já existente, o NISS deverá agora surgir simplesmente como parte do agendamento na AIMA, e não como uma diligência posterior. Isso importa porque a falta de um NISS tem historicamente bloqueado outras etapas — abrir caminho a contratos de trabalho formais, inscrever-se como trabalhador independente (recibos verdes) ou aceder aos cuidados de saúde e prestações da Segurança Social depois de ter a autorização de residência em mãos. Os requerentes continuam a precisar primeiro de um NIF nas Finanças, e a AIMA já vinha a alertar, tão recentemente como em janeiro de 2026, que as renovações de residência exigem um NISS corretamente registado no processo — esta atualização limita-se a eliminar o desvio manual para o obter.

A perspetiva da Redação da GrowIN Portugal: pela primeira vez, legalizar-se em Portugal deixa de significar tratar de um número de Segurança Social como se fosse uma missão burocrática à parte.

O que Vigiar a Seguir

A alteração aplica-se especificamente às pessoas que passam pela AIMA para regularização — vale a pena confirmar, no seu próprio agendamento, se a atribuição em tempo real está a funcionar, já que os lançamentos nacionais deste tipo por vezes chegam mais tarde aos balcões mais pequenos da AIMA antes de atingirem cobertura total. Também não está ainda claro se a mesma ligação em tempo real se estenderá às pessoas que pedem um NISS por outras vias, como os trabalhadores independentes que registam o início de atividade sem um processo associado na AIMA. Quem já tenha um agendamento marcado deve continuar a levar comprovativo de morada e passaporte/documentação de residência como habitualmente, uma vez que a AIMA tem, em separado, insistido para que os requerentes mantenham esses registos atualizados.

Para o retrato mais completo do que antecede e sucede a esta etapa — NIF, residência fiscal e as autorizações a que dá acesso — consulte o nosso portal de vistos e entre em contacto através dos serviços se pretender ajuda para lidar com um agendamento ou renovação na AIMA.

Os resultados continuam a depender de a AIMA e a Segurança Social processarem corretamente o seu processo, e os requerentes devem confirmar os procedimentos atuais diretamente junto da AIMA antes do agendamento.

Fontes

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