# Cascais Atinge Quota de 81% de Compradores Estrangeiros com o Mercado a Dividir-se por Nacionalidade

> Dados da Engel & Völkers mostram Cascais com 81.3% de compradores estrangeiros, enquanto o Porto se mantém em 73% portugueses, revelando uma procura regional acentuadamente dividida.

- Source: https://www.growinportugal.com/pt/news/cascais-hits-81-foreign-buyer-share-as-property-market-split-2026-08-21
- Publisher: GrowIN Portugal (https://www.growinportugal.com)
- Published: 2026-08-21
- Last reviewed: 2026-08-21
- Language: pt

> **Dados-chave — à data de 2026-08-21:** Os estrangeiros realizaram **81.3%** das compras de imóveis em Cascais — o Porto situa-se no extremo oposto, com **73% de compradores portugueses e 27% estrangeiros** — a região Oeste registou **55% de transações com estrangeiros** em 2025 — o segmento de compra de casa do Minho é **95% britânico**. Fonte: Engel & Völkers, *Market Report Portugal 2025–2026*.

## Um País de Mercados Imobiliários Muito Diferentes

Em Cascais, 81.3% das vendas de imóveis foram feitas a compradores internacionais. Este único número, retirado do recém-publicado *Market Report Portugal 2025–2026* da Engel & Völkers, diz aos compradores estrangeiros algo de útil antes mesmo de abrirem um anúncio: Portugal não é um único mercado imobiliário, são vários, e comportam-se de forma completamente diferente uns dos outros.

Os dados da Engel & Völkers apontam para bases de compradores particularmente internacionais em certas zonas de resort, enquanto o Porto, o Oeste e o Minho atraem, cada um, nacionalidades diferentes. Em Cascais especificamente, o perfil do comprador mantém-se fortemente internacional, com 81.3% das compras feitas por estrangeiros, destacando-se as nacionalidades brasileira, russa e norte-americana.

Conduza duas horas para norte até ao Porto e o quadro inverte-se por completo. Os compradores portugueses representam 73% do mercado do Porto, enquanto os compradores internacionais representam 27%, sendo os norte-americanos o maior grupo estrangeiro, seguidos dos compradores franceses e espanhóis. Atravesse o rio e a composição muda de novo: Vila Nova de Gaia tem uma quota de compradores estrangeiros de 33%, face a 67% de compradores nacionais, sendo os norte-americanos, os britânicos e os franceses as principais nacionalidades estrangeiras.

## Onde se Enquadram o Oeste e o Minho

A região da Costa de Prata tornou-se, discretamente, um nicho internacional próprio. A região Oeste registou 55% das transações da Engel & Völkers com compradores estrangeiros, sendo os norte-americanos o maior grupo estrangeiro, seguidos dos compradores franceses e alemães, atraídos pela proximidade a Lisboa, pela qualidade de vida e por preços ainda competitivos.

O Minho destaca-se como o mercado mais concentrado numa só nacionalidade de todos. Os compradores britânicos representam 95% dos investidores naquela região, procurando sobretudo moradias, com um apelo ligado à qualidade de vida, ao património e à valorização dos imóveis. É um perfil de nacionalidade bem mais concentrado do que mercados como Cascais, o Porto ou o Algarve. O Algarve, entretanto, mantém o seu papel de longa data como a região mais internacionalizada do país, sendo a região que atrai o maior investimento estrangeiro, destacando-se a Quinta do Lago e o Vale do Lobo com cerca de 80% de compradores internacionais.

**Análise da GrowIN:** retire-se a marca regional e a comparação é contundente — a quota de compradores estrangeiros de Cascais é cerca de três vezes a do Porto (81.3% face a 27%), e a concentração britânica do Minho é quase o dobro da quota estrangeira global de Cascais concentrada numa única nacionalidade. Para quem presume que "Portugal" é um único ambiente de negociação, não é: a venda de um apartamento no Porto é, na esmagadora maioria, uma transação nacional, ao passo que a venda de uma moradia em Cascais é, quatro em cada cinco vezes, uma transação transfronteiriça — com comparáveis diferentes, expectativas diferentes por parte dos agentes e uma psicologia de preços diferente.

*"Um mercado imobiliário que se divide de forma tão nítida por código postal e passaporte não é uma coincidência — é um mapa de onde diferentes orçamentos de comprador e planos de residência efetivamente colidem,"* afirma a Redação da GrowIN Portugal.

## Porque Isto Importa se Estiver a Comprar

O responsável regional da Engel & Völkers enquadrou a diversificação como prova da maturidade do mercado, observando que cada região oferece a sua própria proposta de valor e atrai perfis de comprador diferentes — seja pelo estilo de vida, pela proximidade às cidades, pelo património, pela envolvente natural ou pelo potencial de valorização. Para um comprador estrangeiro, isso traduz-se em devida diligência prática: uma quinta no Minho será provavelmente mostrada, negociada e revendida dentro de uma rede maioritariamente de língua inglesa, enquanto um apartamento no centro histórico do Porto compete com compradores sobretudo portugueses, com financiamento local e expectativas locais quanto ao preço.

Nada disto altera a mecânica da compra. Um **NIF** e uma conta bancária portuguesa continuam a ser pré-requisitos em todo o lado, o IMT e o Imposto do Selo continuam a ser devidos antes da escritura, independentemente do código postal, e a compra de um imóvel continua a não abrir caminho ao Golden Visa. Consulte o centro de [relocalização](/pt/relocation/) da GrowIN para a sequência prática — NIF, conta bancária, CPCV, escritura — que se aplica seja qual for a região que escolher.

## O Que Acompanhar a Seguir

É de esperar que a Engel & Völkers volte a atualizar as repartições regionais com os dados de transações do ano completo de 2026; observe-se se a quota de Cascais sobe ainda mais ou se a subida dos preços começa a empurrar algumas nacionalidades para o ponto de entrada mais competitivo do Oeste. Os compradores que ponderam o Algarve face ao Oeste face ao Minho devem tratar estes agrupamentos por nacionalidade como um sinal sobre a liquidez de revenda e os preços comparáveis, e não apenas como uma curiosidade — revender uma casa num micromercado 95% britânico funciona de forma diferente de revender num mercado dominado por compradores portugueses.

A divisão regional é agora suficientemente ampla para que "o mercado imobiliário português" seja quase uma expressão sem sentido para quem efetivamente procura casa nele.

## Sources

- [idealista/news](https://www.idealista.pt/en/news/property-for-sale-in-portugal/2026/07/31/76816-where-foreign-property-buyers-are-choosing-in-portugal-in-2026)
- [Essential Business](https://www.essential-business.pt/2026/07/24/from-the-united-kingdom-to-the-united-states-where-are-different-nationalities-buying-property-in-portugal/)
- [Vida Imobiliária](https://vidaimobiliaria.com/noticias/mercados/brit%C3%A2nicos-e-norte-americanos-lideram-compra-de-casas-em-portugal/)

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© GrowIN Portugal. Cite as: GrowIN Portugal, "Cascais Atinge Quota de 81% de Compradores Estrangeiros com o Mercado a Dividir-se por Nacionalidade", https://www.growinportugal.com/pt/news/cascais-hits-81-foreign-buyer-share-as-property-market-split-2026-08-21
